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PROJETO LEVA SARAU TEMÁTICO PARA EVENTOS PARTICULARES

O projeto “Sarau na sua casa”, remonta algo que era bastante apreciado e prestigiado por um público seleto no século XIX, onde ao entardecer eram realizadas reuniões festivas em algumas casas, regadas a música, teatro e literatura. Mas, conforme a idealizadora do projeto, Denise Tonon, que também é cantora e produtora, o  “Sarau na sua Casa”, é um serviço inédito em Porto Alegre na área de entretenimento, pois trata-se de “um sarau sob encomenda, com um time de músicos e artistas de primeira qualidade; um roteiro musical personalizado e cheio de nuances e surpresas, não somente para quem for o homenageado, como também para todos aqueles que fizerem parte do evento questão”, afirma a produtora. A novidade é que o sarau é temático sobre a pessoa homenageada.  “Qualquer pessoa pode contratar!! Basta ser um apreciador de música, teatro e/ou poesia, gostar de reunir pessoas em sua casa, e ter alguém especial no coração a quem gostaria muito de homenagear”, destaca Denise.
Criadora do projeto, Denise Tonon, é natural de Porto Alegre e vem atuando há mais de 25 anos como cantora, compositora e produtora em diversos palcos pelo Brasil ( Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro) e também pela Europa. Vencedora de vários festivais de música popular brasileira, começou a sua carreira aos 17 anos, quando venceu o “Festival Estudantil da Canção Brasileira da PUC” (1979), com uma música de sua autoria chamada “Noite de Verão”. Atualmente além de continuar fazendo os seus shows, Denise é também professora de canto, musicoterapeuta, e segue se apresentando em projetos de saraus literários/musicais que vem sendo um grande sucesso no cenário cultural da cidade de Porto Alegre. 

Serviço: 
O quê: “Sarau na sua casa”
Contato: Denise Tonon
Fone: (51) 992439926 



Revendo Fleischer (e nossos conceitos sobre ele) 

por Zé Fernando Cardoso
 
Em qualquer lista de grandes realizadores que se vá procurar em livros, revistas e sites especializados em cinema, não será encontrado o nome de Richard Fleischer. 

O cineasta norte-americano jamais foi considerado por críticos e cinéfilos um verdadeiro autor, dono de temática e gramática visual que o distinguissem. No máximo, é descrito como um bem-sucedido diretor de blockbusters, como ‘Viagem Fantástica’ e ’20.000 Léguas Submarinas’, pau-pra-toda-obra dos estúdios (trabalhou nos mais variados gêneros) e artesão competente, ainda assim longe de ter alcançado o mesmo prestígio de um Michael Curtiz ou um William Wyller. Mas parece que chegou a hora de rever Fleischer – e nossos conceitos sobre ele.

Richard O. Fleischer veio ao mundo em 8 de dezembro de 1916 no Brooklyn, em Nova Iorque, filho de judeus poloneses. Já nasceu dentro do universo cinematográfico: seu pai é ninguém menos que o grande Max Fleischer, diretor, produtor, inventor e sobretudo animador que deu vida, entre outros, a Betty Boop (criação sua), Popeye e Superman. Richard começou sua carreira aos 25 anos, em 1942, nos estúdios da RKO, fazendo curtas e documentários. Cinco anos mais tarde, ganhou um Oscar como produtor – por Design for Death, documentário de guerra que também dirigiu. Um ano antes, já havia se mudado para Los Angeles, onde realizou seu primeiro longa, o melodrama Child of Divorce. Lançou na sequência uma série de thrillers bem recebidos, como Alma em Sombras, Império do Terror (ambos de 1949) e Rumo ao Inferno (1952). Esse último caiu na graças do excêntrico dono do estúdio, o lendário Howard Hughes, que concordou em emprestá-lo à companhia de Stanley Kramer, para que pudesse dirigir as produções de maior orçamento por que ansiava – suas realizações anteriores eram todas filmes b.

Passou também pela Metro, pela Disney – escolhido pessoalmente pelo velho Walt, ironicamente o rival de seu pai nos tempos áureos do cartoon –, para fazer 20.000 Léguas Submarinas, e pela Fox. Foram se sucedendo os hits: The Happy Time (1952), Um sábado Violento (1955), Os Vikings (1958), Estranha Compulsão (1959). Na sequência, andou pela Europa, onde dirigiu produções de encomenda para Darryl Zanuck e Dino de Laurentiis. Na volta à terra natal, vieram o arrasa-quarteirão Viagem Fantástica (1966), o musical Dr. Dollitle (1967) e o excelente O Estrangulador de Boston (1968) – mas também fracassos retumbantes do porte da cinebio Che! (1969) e do filme de guerra Tora! Tora! Tora!(1970).

Foi na primeira metade dos anos 1970 que o cinema de Fleischer foi experimentar, talvez, sua fase de maior vigor, com filmaços como Assassinato em Rillington PlaceTerror Cego (ambos de 1971), Os Novos Centuriões (1972) e O Mundo de 2020 (1973), além do divertido Os Três Discípulos da Morte (1974) e o controverso Mandingo (1975). Encerrou a carreira na década seguinte, com títulos comerciais, mas inexpressivos, como Amityville 3-D (1983), Conan, o Destruidor (1984) e Guerreiros de Fogo (1985). Faleceu em março de 2006, aos 89 anos.

Mas voltando ao início, sobre a avaliação inicial da obra de Fleischer, temos um exemplo de como o cineasta era menosprezado até bem pouco ao lermos o obituário dele publicado no New York Times, que refere-se ao realizador simplesmente como “um diretor de filmes populares”. O Rough Guide to Film, publicação britânica começa o texto acerca de Fleischer assim: “em uma carreira em Hollywood que estendeu-se por mais de 40 anos e produziu excessivos 50 filmes em diferentes gêneros, Richard Flesicher jamais conseguiu realmente impor uma assinatura reconhecível ao seu trabalho”. Já os franceses Bertand Tavernier (diretor de ‘Por Volta da Meia-Noite’ e ‘A Lei De Quem Tem o Poder’) e Jean-Pierre Courdoson, no monumental ’50 Anos de Cinema Norte-Americano’, são bem mais simpáticos: “o escrupuloso cuidado tantas vezes exibido na elaboração de suas películas, sobretudo nos movimentos de câmera, cenografia, emprego da cor, estrutura de planificação e a narração de muitos de seus filmes, e incluindo certas constantes temáticas (os temas do duplo e da substituição que aparecem periodicamente de ‘Narrow Margin’ a ‘Barabbas’, provam, de forma bastante convincente, que, se não é um autor no sentido mais nobre do termo, de qualquer maneira é muito mais que um simples artesão”.

Resumindo o estilo de Fleischer de maneira bem simples poderíamos acrescentar que seus filmes unem o realismo, a concisão e a objetividade quase jornalística de um Samuel Fuller, uma sensibilidade para a contar a história e falar de sentimentos dos personagens que lembram Renoir, um senso de montagem com precisão matemática e a consciência de que a matéria-prima do cinema é a imagem próprias de Hitchcock, Tarantino ou Sergio Leone, além de um humanismo evidente, sem falar na discussão permanente de questões sociais e o questionamento do poder. Já não é pouca coisa. 

Abaixo, Salve Sintonia traz a lista de filmes de Richard Fleischer recentemente lançados em DVD e a indicação dos boxes onde cada uma dessas produções pode ser encontrada: a Versátil Home Video lançou 9 e a Obras-Primas do Cinema, uma. São as duas melhores distribuidoras brasileiras especializadas em atender ao público cinéfilo.


Rumo ao Inferno (The Narrow Margin, 1952). Viúva de um mafioso é testemunha-chave de uma investigação e tem que viajar escoltada entre Chicago e Los Angeles para depor, carregando uma lista que pode incriminar sócios do marido assassinado. Pérola noir de Fleischer, especialista do gênero. A Arte de Richard Fleischer (Versátil).


Terror Cego (See No Evil, também conhecido por Blind Terror, 1971). Mia Farrow faz uma jovem que ficou cega em decorrência de um acidente e vive em uma pacata casa de campo. Eis que do nada surge um psicopata disposto a aniquilar sua família. Suspense de estirpe hitchcockiana, um dos grandes filmes de Flesicher, que demonstra aqui toda sua maestria no manejo da ferramenta cinematográfica. As sequências de Sarah (Mia) perambulando pela casa sem saber o que se passa e depois tentando fugir, atônita, em meio a um lamaçal, são antológicas. A Arte de Richard Fleischer (Versátil).


Os Novos Centuriões (The New Centurions, 1972). O policial veterano (George C. Scott) que, prestes a se aposentar, não se vê fazendo outra coisa, o novato que pretende tornar-se advogado (Stacy Keach), o chicano ex-membro de gangue que agora trocou de lado (Erik Estrada) ... Temos aqui o cotidiano de policiais de Los Angeles retratado com sensibilidade e crueza a um só tempo, demonstrando toda a habilidade de Fleischer em lidar tanto com questões sociais como psicológicas. Um dos grandes filmes policiais norte-americanos dos anos 1970, justamente a década que marcou o auge do gênero. A Arte de Richard Fleischer (Versátil).       


Mandingo – o Fruto da Vingança (Mandingo, 1975). O mais controverso de todos os filmes do diretor. Mandingo é o nome que se dava aos escravos comprados unicamente para fins de reprodução e apostas – aquela lutas em que só um saía vivo. Inspiração óbvia de Tarantino em ‘Django Livre’, é seguramente um dos retratos mais brutais do racismo no cinema, mostrando toda sorte de atrocidades – entre elas, uma das cenas de sexo mais tensas e sinistras de todos os tempos –, com os negros relegados a simples coisas nas mãos dos brancos. Chocante à época do lançamento, vem sendo revisto. A Arte de Richard Fleischer (Versátil).


Alma em Sombras (The Clay Pigeon, 1949). Ex-combatente, feito prisioneiro de japoneses durante a guerra, acorda do coma em um hospital e fica sabendo que é acusado de um assassinato. Baseado em uma história real, é mais um ótimo thriller da fase inicial de Fleischer. Filme Noir, vol. 10 (Versátil).


Império do Terror (Armored Car Robbery, 1950)Heist movie (filme de roubo) clássico, em que o objeto do crime é um carro forte. A sequência final é de tirar o fôlego. Talvez o melhor noir do realizador. Filme Noir, vol. 11 (Versátil).


O Estrangulador de Rillington Place (10 Rillington Place, 1971). Um dos três clássicos filmes de assassinos em série de Flesicher, juntamente com Terror Cego (do mesmo ano) e O Estrangulador de Boston. Conta a história verídica do inglês John Christie, que entre as décadas de 1940 e 50 matou pelo menos oito mulheres, incluindo a própria esposa. Mais: fazia sexo com os cadáveres (!) e os enterrava no terraço de casa. Interpretação magnífica de Richard Attenbourogh como Christie – mas John Hurt não fica muito atrás. Serial Killers (Obras-Primas do Cinema).


No Mundo de 2020 (Soylent Green, 1973). Em um planeta Terra fustigado pela poluição, desequilíbrio climático e desabastecimento, um detetive investiga o assassinato de um executivo. Esta ficção pessimista é outro dos grandes filmes de Fleischer. Clássicos Sci-Fi, vol. 2 (Versátil).   


Os Três Discípulos da Morte (The Spikes Gang, 1974). Veterano ladrão de bancos, Harry Spikes (Lee Marvin) é achado à beira da morte e salvo por um trio de jovens amigos, que se impressionam com suas aventuras. Resolvem montar sua própria gangue e Spike aceita liderá-los, até que ... Fleischer aqui destrói alguns mitos do Velho Oeste. Cinema Faroeste, v. 6 (Versátil).

Fama a Qualquer Preço (These Thousand Hills, 1959). Fábula sobre ambição, lealdade, preconceito e convenções sociais. Um jovem caubói fará de tudo para ascender, mas chegará o momento em que determinadas questões o colocarão em um impasse moral. Cinema Faroeste, vol. 7 (Versátil).


Jornalista Fernanda Bastos comenta o Livro Histórias de Baixa Visão

Estamos passando por um período bastante difícil em nosso País. Além de as pessoas se negarem a ouvir as outras, alguns grupos políticos vão além, e querem impedir a evolução de quem quer sair da escuridão da ignorância. Se há dúvidas quanto a esse cenário, vide o caso da tentativa de criar uma campanha pública para vetar a vinda da pensadora Judith Butler ao Brasil e ainda a iniciativa do movimento Escola Sem Partido, que tentar fazer com que o Enem passe a permitir a intolerância e o incentivo a crimes, como o de racismo, nas redações.

Esses dois casos — poderia citar muitos outros — deixam claro que, para alguns, não basta fugir da busca de conhecimento e troca entre sujeitos, é necessário impedir que o outro siga em evolução.

Nessas iniciativas, fica evidente que, para determinados setores da nossa sociedade, é preciso negar o direito do outro; há um desejo implícito ou explícito de violar os direitos humanos.
E ainda vale observar o fato de que só o brasileiro vai perder com essa falsa disputa: as ideias de Butler seguirão circulando e impactando a vida de milhares de pessoas, bem como a noção de direitos humanos permanecerá como o alicerce para sociedades minimamente seguras.

Diante desse cenário trevoso, entretanto, sobressaem projetos que nos inspiram e fazem com que olhemos para a diferença ignorada no cotidiano. É o caso do livro Histórias de Baixa Visão, obra organizada pela jornalista Mariana Baierle que reúne 19 autores para falar dessa condição que atinge, ao todo, seis milhões de brasileiros.

Nos textos, os autores remexem no passado, buscando como se deu a perda do sentido, que pode ser originada por diferentes causas, e contando como passaram a conviver com a baixa visão. Muitos foram obrigados a ressignificar a própria existência, lidando com preconceitos e a dificuldade de aceitar o entre-lugar causado por ficar entre a cegueira e visão total.

Esse local muitas vezes gera incompreensão e intolerância. Relatos como o de Grazieli Dhamer e André Werkhausen Boone mostram que as dificuldades podem começam na escola, ambiente que deve ser moldado para lidar com a pluralidade, mas esbarra na falta de investimento e formação adequada. Na fase adulta, tomar a rua pode mostrar que são poucos os aliados e mutos os riscos até aliar independência e segurança. Histórias como a de Rafael Braz atestam que faltam condições e não esforço para que as pessoas com baixa visão possam ocupar empregos em qualquer setor e com todo tipo de qualificação. A superação da falta de entendimento e condições é o foco de outros relatos, mas o elemento que parece ser comum é a aceitação, processo descrito exemplarmente no emocionante relato de Rafael Martins sobre seu desejo de dirigir.

Cabe ainda à organizadora Mariana Baierle, logo no início, fazer um panorama da condição deste grupo, assinalando suas demandas e sua constituição nos campos político e legal.

Na minha leitura, o grande mérito da obra é sua constituição, pois não é sobre pessoas de baixa visão, mas com pessoas de baixa visão. Explico: o livro foi organizado e escrito por pessoas que vivem nessa condição e, portanto, do ponto de vista da narrativa, não há uma lupa voltada a esses sujeitos, mas um microfone direcionado às suas bocas, para que tenham voz e possam ser ouvidos. Isso faz da obra material de interesse para professores, estudiosos e também o cidadão comum, especialmente o do bem. Reafirmo: é uma obra sobre baixa visão com pessoas de baixa visão, mas não só voltada para elas.

Um conhecimento mínimo do mercado editorial brasileiro permite imaginar como foi árduo o trabalho para que essa obra chegasse aos leitores. O esforço conseguiu bancar a obra impressa pela editora CRV, mas o livro terá ainda volumes em braile e audiolivro, resultado de diversas parcerias. Isso permite que o texto chegue a mais pessoas e de forma acessível, grande mérito do empenho da organizadora. 

Mais informações:
www.facebook.com/historiasdebaixavisao

Cantos do Sul da Terra é o novo disco do cantor e compositor Demétrio Xavier !

O álbum Cantos do Sul da Terra celebra a música popular e folclórica do cone sul da América. No repertório do disco, estão composições próprias e obras do cancioneiro de inspiração folclórica do Brasil, Uruguai, Argentina e Chile.

Entre as 14 faixas, estão textos e composições de Atahualpa Yupanqui, Victor Jara, Daniel Viglietti, Mario Benedetti, Violeta Parra, além de obras autorais de Demétrio, em arranjos próprios e em parceria com Marco Aurélio Vasconcellos.

Musicatessen é o canal no youtube do jornalista Eduardo Osório

Musicatessen é o nome do projeto que o jornalista EDUARDO Osório lançou no primeiro semestre de 2018, reunindo um canal no youtube e uma página no facebook e trazendo uma vez por semana uma reportagem especial falando sobre um disco importante, normalmente, completando 50 anos de lançamento, mas trazendo também aqueles mais moderninhos e alguns mais antigos. Ele traz as histórias, as curiosidades e as informações sobre estes álbuns, num trabalho de pesquisa de fôlego.

Osório dá seguimento ao trabalho que ele fazia na FM Cultura, a antiga rádio pública dos gaúchos, onde ao longo de dois anos apresentou 93 reportagens especiais sobre a música do Brasil e do mundo no quadro Cultura e Arte.

Confere lá:

Musicatessen no Youtube:

https://www.youtube.com/channel/UCsSMjQt-VqHbX7X7x25sMAQ

Musicatessen no Facebook:

https://www.facebook.com/Musicatessen-369789906861013/

PROJETO LEVA SARAU TEMÁTICO PARA EVENTOS PARTICULARES

O projeto “Sarau na sua casa”, remonta algo que era bastante apreciado e prestigiado por um público seleto no século XIX, onde ao entardecer eram realizadas reuniões festivas em algumas casas, regadas a música, teatro e literatura. Mas, conforme a idealizadora do projeto, Denise Tonon, que também é cantora e produtora, o  “Sarau na sua Casa”, é um serviço inédito em Porto Alegre na área de entretenimento, pois trata-se de “um sarau sob encomenda, com um time de músicos e artistas de primeira qualidade; um roteiro musical personalizado e cheio de nuances e surpresas, não somente para quem for o homenageado, como também para todos aqueles que fizerem parte do evento questão”, afirma a produtora. A novidade é que o sarau é temático sobre a pessoa homenageada.  “Qualquer pessoa pode contratar!! Basta ser um apreciador de música, teatro e/ou poesia, gostar de reunir pessoas em sua casa, e ter alguém especial no coração a quem gostaria muito de homenagear”, destaca Denise.
Criadora do projeto, Denise Tonon, é natural de Porto Alegre e vem atuando há mais de 25 anos como cantora, compositora e produtora em diversos palcos pelo Brasil ( Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro) e também pela Europa. Vencedora de vários festivais de música popular brasileira, começou a sua carreira aos 17 anos, quando venceu o “Festival Estudantil da Canção Brasileira da PUC” (1979), com uma música de sua autoria chamada “Noite de Verão”. Atualmente além de continuar fazendo os seus shows, Denise é também professora de canto, musicoterapeuta, e segue se apresentando em projetos de saraus literários/musicais que vem sendo um grande sucesso no cenário cultural da cidade de Porto Alegre. 

Serviço: 
O quê: “Sarau na sua casa”
Contato: Denise Tonon
Fone: (51) 992439926 



Revendo Fleischer (e nossos conceitos sobre ele) 

por Zé Fernando Cardoso
 
Em qualquer lista de grandes realizadores que se vá procurar em livros, revistas e sites especializados em cinema, não será encontrado o nome de Richard Fleischer. 

O cineasta norte-americano jamais foi considerado por críticos e cinéfilos um verdadeiro autor, dono de temática e gramática visual que o distinguissem. No máximo, é descrito como um bem-sucedido diretor de blockbusters, como ‘Viagem Fantástica’ e ’20.000 Léguas Submarinas’, pau-pra-toda-obra dos estúdios (trabalhou nos mais variados gêneros) e artesão competente, ainda assim longe de ter alcançado o mesmo prestígio de um Michael Curtiz ou um William Wyller. Mas parece que chegou a hora de rever Fleischer – e nossos conceitos sobre ele.

Richard O. Fleischer veio ao mundo em 8 de dezembro de 1916 no Brooklyn, em Nova Iorque, filho de judeus poloneses. Já nasceu dentro do universo cinematográfico: seu pai é ninguém menos que o grande Max Fleischer, diretor, produtor, inventor e sobretudo animador que deu vida, entre outros, a Betty Boop (criação sua), Popeye e Superman. Richard começou sua carreira aos 25 anos, em 1942, nos estúdios da RKO, fazendo curtas e documentários. Cinco anos mais tarde, ganhou um Oscar como produtor – por Design for Death, documentário de guerra que também dirigiu. Um ano antes, já havia se mudado para Los Angeles, onde realizou seu primeiro longa, o melodrama Child of Divorce. Lançou na sequência uma série de thrillers bem recebidos, como Alma em Sombras, Império do Terror (ambos de 1949) e Rumo ao Inferno (1952). Esse último caiu na graças do excêntrico dono do estúdio, o lendário Howard Hughes, que concordou em emprestá-lo à companhia de Stanley Kramer, para que pudesse dirigir as produções de maior orçamento por que ansiava – suas realizações anteriores eram todas filmes b.

Passou também pela Metro, pela Disney – escolhido pessoalmente pelo velho Walt, ironicamente o rival de seu pai nos tempos áureos do cartoon –, para fazer 20.000 Léguas Submarinas, e pela Fox. Foram se sucedendo os hits: The Happy Time (1952), Um sábado Violento (1955), Os Vikings (1958), Estranha Compulsão (1959). Na sequência, andou pela Europa, onde dirigiu produções de encomenda para Darryl Zanuck e Dino de Laurentiis. Na volta à terra natal, vieram o arrasa-quarteirão Viagem Fantástica (1966), o musical Dr. Dollitle (1967) e o excelente O Estrangulador de Boston (1968) – mas também fracassos retumbantes do porte da cinebio Che! (1969) e do filme de guerra Tora! Tora! Tora!(1970).

Foi na primeira metade dos anos 1970 que o cinema de Fleischer foi experimentar, talvez, sua fase de maior vigor, com filmaços como Assassinato em Rillington PlaceTerror Cego (ambos de 1971), Os Novos Centuriões (1972) e O Mundo de 2020 (1973), além do divertido Os Três Discípulos da Morte (1974) e o controverso Mandingo (1975). Encerrou a carreira na década seguinte, com títulos comerciais, mas inexpressivos, como Amityville 3-D (1983), Conan, o Destruidor (1984) e Guerreiros de Fogo (1985). Faleceu em março de 2006, aos 89 anos.

Mas voltando ao início, sobre a avaliação inicial da obra de Fleischer, temos um exemplo de como o cineasta era menosprezado até bem pouco ao lermos o obituário dele publicado no New York Times, que refere-se ao realizador simplesmente como “um diretor de filmes populares”. O Rough Guide to Film, publicação britânica começa o texto acerca de Fleischer assim: “em uma carreira em Hollywood que estendeu-se por mais de 40 anos e produziu excessivos 50 filmes em diferentes gêneros, Richard Flesicher jamais conseguiu realmente impor uma assinatura reconhecível ao seu trabalho”. Já os franceses Bertand Tavernier (diretor de ‘Por Volta da Meia-Noite’ e ‘A Lei De Quem Tem o Poder’) e Jean-Pierre Courdoson, no monumental ’50 Anos de Cinema Norte-Americano’, são bem mais simpáticos: “o escrupuloso cuidado tantas vezes exibido na elaboração de suas películas, sobretudo nos movimentos de câmera, cenografia, emprego da cor, estrutura de planificação e a narração de muitos de seus filmes, e incluindo certas constantes temáticas (os temas do duplo e da substituição que aparecem periodicamente de ‘Narrow Margin’ a ‘Barabbas’, provam, de forma bastante convincente, que, se não é um autor no sentido mais nobre do termo, de qualquer maneira é muito mais que um simples artesão”.

Resumindo o estilo de Fleischer de maneira bem simples poderíamos acrescentar que seus filmes unem o realismo, a concisão e a objetividade quase jornalística de um Samuel Fuller, uma sensibilidade para a contar a história e falar de sentimentos dos personagens que lembram Renoir, um senso de montagem com precisão matemática e a consciência de que a matéria-prima do cinema é a imagem próprias de Hitchcock, Tarantino ou Sergio Leone, além de um humanismo evidente, sem falar na discussão permanente de questões sociais e o questionamento do poder. Já não é pouca coisa. 

Abaixo, Salve Sintonia traz a lista de filmes de Richard Fleischer recentemente lançados em DVD e a indicação dos boxes onde cada uma dessas produções pode ser encontrada: a Versátil Home Video lançou 9 e a Obras-Primas do Cinema, uma. São as duas melhores distribuidoras brasileiras especializadas em atender ao público cinéfilo.


Rumo ao Inferno (The Narrow Margin, 1952). Viúva de um mafioso é testemunha-chave de uma investigação e tem que viajar escoltada entre Chicago e Los Angeles para depor, carregando uma lista que pode incriminar sócios do marido assassinado. Pérola noir de Fleischer, especialista do gênero. A Arte de Richard Fleischer (Versátil).


Terror Cego (See No Evil, também conhecido por Blind Terror, 1971). Mia Farrow faz uma jovem que ficou cega em decorrência de um acidente e vive em uma pacata casa de campo. Eis que do nada surge um psicopata disposto a aniquilar sua família. Suspense de estirpe hitchcockiana, um dos grandes filmes de Flesicher, que demonstra aqui toda sua maestria no manejo da ferramenta cinematográfica. As sequências de Sarah (Mia) perambulando pela casa sem saber o que se passa e depois tentando fugir, atônita, em meio a um lamaçal, são antológicas. A Arte de Richard Fleischer (Versátil).


Os Novos Centuriões (The New Centurions, 1972). O policial veterano (George C. Scott) que, prestes a se aposentar, não se vê fazendo outra coisa, o novato que pretende tornar-se advogado (Stacy Keach), o chicano ex-membro de gangue que agora trocou de lado (Erik Estrada) ... Temos aqui o cotidiano de policiais de Los Angeles retratado com sensibilidade e crueza a um só tempo, demonstrando toda a habilidade de Fleischer em lidar tanto com questões sociais como psicológicas. Um dos grandes filmes policiais norte-americanos dos anos 1970, justamente a década que marcou o auge do gênero. A Arte de Richard Fleischer (Versátil).       


Mandingo – o Fruto da Vingança (Mandingo, 1975). O mais controverso de todos os filmes do diretor. Mandingo é o nome que se dava aos escravos comprados unicamente para fins de reprodução e apostas – aquela lutas em que só um saía vivo. Inspiração óbvia de Tarantino em ‘Django Livre’, é seguramente um dos retratos mais brutais do racismo no cinema, mostrando toda sorte de atrocidades – entre elas, uma das cenas de sexo mais tensas e sinistras de todos os tempos –, com os negros relegados a simples coisas nas mãos dos brancos. Chocante à época do lançamento, vem sendo revisto. A Arte de Richard Fleischer (Versátil).


Alma em Sombras (The Clay Pigeon, 1949). Ex-combatente, feito prisioneiro de japoneses durante a guerra, acorda do coma em um hospital e fica sabendo que é acusado de um assassinato. Baseado em uma história real, é mais um ótimo thriller da fase inicial de Fleischer. Filme Noir, vol. 10 (Versátil).


Império do Terror (Armored Car Robbery, 1950)Heist movie (filme de roubo) clássico, em que o objeto do crime é um carro forte. A sequência final é de tirar o fôlego. Talvez o melhor noir do realizador. Filme Noir, vol. 11 (Versátil).


O Estrangulador de Rillington Place (10 Rillington Place, 1971). Um dos três clássicos filmes de assassinos em série de Flesicher, juntamente com Terror Cego (do mesmo ano) e O Estrangulador de Boston. Conta a história verídica do inglês John Christie, que entre as décadas de 1940 e 50 matou pelo menos oito mulheres, incluindo a própria esposa. Mais: fazia sexo com os cadáveres (!) e os enterrava no terraço de casa. Interpretação magnífica de Richard Attenbourogh como Christie – mas John Hurt não fica muito atrás. Serial Killers (Obras-Primas do Cinema).


No Mundo de 2020 (Soylent Green, 1973). Em um planeta Terra fustigado pela poluição, desequilíbrio climático e desabastecimento, um detetive investiga o assassinato de um executivo. Esta ficção pessimista é outro dos grandes filmes de Fleischer. Clássicos Sci-Fi, vol. 2 (Versátil).   


Os Três Discípulos da Morte (The Spikes Gang, 1974). Veterano ladrão de bancos, Harry Spikes (Lee Marvin) é achado à beira da morte e salvo por um trio de jovens amigos, que se impressionam com suas aventuras. Resolvem montar sua própria gangue e Spike aceita liderá-los, até que ... Fleischer aqui destrói alguns mitos do Velho Oeste. Cinema Faroeste, v. 6 (Versátil).

Fama a Qualquer Preço (These Thousand Hills, 1959). Fábula sobre ambição, lealdade, preconceito e convenções sociais. Um jovem caubói fará de tudo para ascender, mas chegará o momento em que determinadas questões o colocarão em um impasse moral. Cinema Faroeste, vol. 7 (Versátil).


Jornalista Fernanda Bastos comenta o Livro Histórias de Baixa Visão

Estamos passando por um período bastante difícil em nosso País. Além de as pessoas se negarem a ouvir as outras, alguns grupos políticos vão além, e querem impedir a evolução de quem quer sair da escuridão da ignorância. Se há dúvidas quanto a esse cenário, vide o caso da tentativa de criar uma campanha pública para vetar a vinda da pensadora Judith Butler ao Brasil e ainda a iniciativa do movimento Escola Sem Partido, que tentar fazer com que o Enem passe a permitir a intolerância e o incentivo a crimes, como o de racismo, nas redações.

Esses dois casos — poderia citar muitos outros — deixam claro que, para alguns, não basta fugir da busca de conhecimento e troca entre sujeitos, é necessário impedir que o outro siga em evolução.

Nessas iniciativas, fica evidente que, para determinados setores da nossa sociedade, é preciso negar o direito do outro; há um desejo implícito ou explícito de violar os direitos humanos.
E ainda vale observar o fato de que só o brasileiro vai perder com essa falsa disputa: as ideias de Butler seguirão circulando e impactando a vida de milhares de pessoas, bem como a noção de direitos humanos permanecerá como o alicerce para sociedades minimamente seguras.

Diante desse cenário trevoso, entretanto, sobressaem projetos que nos inspiram e fazem com que olhemos para a diferença ignorada no cotidiano. É o caso do livro Histórias de Baixa Visão, obra organizada pela jornalista Mariana Baierle que reúne 19 autores para falar dessa condição que atinge, ao todo, seis milhões de brasileiros.

Nos textos, os autores remexem no passado, buscando como se deu a perda do sentido, que pode ser originada por diferentes causas, e contando como passaram a conviver com a baixa visão. Muitos foram obrigados a ressignificar a própria existência, lidando com preconceitos e a dificuldade de aceitar o entre-lugar causado por ficar entre a cegueira e visão total.

Esse local muitas vezes gera incompreensão e intolerância. Relatos como o de Grazieli Dhamer e André Werkhausen Boone mostram que as dificuldades podem começam na escola, ambiente que deve ser moldado para lidar com a pluralidade, mas esbarra na falta de investimento e formação adequada. Na fase adulta, tomar a rua pode mostrar que são poucos os aliados e mutos os riscos até aliar independência e segurança. Histórias como a de Rafael Braz atestam que faltam condições e não esforço para que as pessoas com baixa visão possam ocupar empregos em qualquer setor e com todo tipo de qualificação. A superação da falta de entendimento e condições é o foco de outros relatos, mas o elemento que parece ser comum é a aceitação, processo descrito exemplarmente no emocionante relato de Rafael Martins sobre seu desejo de dirigir.

Cabe ainda à organizadora Mariana Baierle, logo no início, fazer um panorama da condição deste grupo, assinalando suas demandas e sua constituição nos campos político e legal.

Na minha leitura, o grande mérito da obra é sua constituição, pois não é sobre pessoas de baixa visão, mas com pessoas de baixa visão. Explico: o livro foi organizado e escrito por pessoas que vivem nessa condição e, portanto, do ponto de vista da narrativa, não há uma lupa voltada a esses sujeitos, mas um microfone direcionado às suas bocas, para que tenham voz e possam ser ouvidos. Isso faz da obra material de interesse para professores, estudiosos e também o cidadão comum, especialmente o do bem. Reafirmo: é uma obra sobre baixa visão com pessoas de baixa visão, mas não só voltada para elas.

Um conhecimento mínimo do mercado editorial brasileiro permite imaginar como foi árduo o trabalho para que essa obra chegasse aos leitores. O esforço conseguiu bancar a obra impressa pela editora CRV, mas o livro terá ainda volumes em braile e audiolivro, resultado de diversas parcerias. Isso permite que o texto chegue a mais pessoas e de forma acessível, grande mérito do empenho da organizadora. 

Mais informações:
www.facebook.com/historiasdebaixavisao

Cantos do Sul da Terra é o novo disco do cantor e compositor Demétrio Xavier !

O álbum Cantos do Sul da Terra celebra a música popular e folclórica do cone sul da América. No repertório do disco, estão composições próprias e obras do cancioneiro de inspiração folclórica do Brasil, Uruguai, Argentina e Chile.

Entre as 14 faixas, estão textos e composições de Atahualpa Yupanqui, Victor Jara, Daniel Viglietti, Mario Benedetti, Violeta Parra, além de obras autorais de Demétrio, em arranjos próprios e em parceria com Marco Aurélio Vasconcellos.

Musicatessen é o canal no youtube do jornalista Eduardo Osório

Musicatessen é o nome do projeto que o jornalista EDUARDO Osório lançou no primeiro semestre de 2018, reunindo um canal no youtube e uma página no facebook e trazendo uma vez por semana uma reportagem especial falando sobre um disco importante, normalmente, completando 50 anos de lançamento, mas trazendo também aqueles mais moderninhos e alguns mais antigos. Ele traz as histórias, as curiosidades e as informações sobre estes álbuns, num trabalho de pesquisa de fôlego.

Osório dá seguimento ao trabalho que ele fazia na FM Cultura, a antiga rádio pública dos gaúchos, onde ao longo de dois anos apresentou 93 reportagens especiais sobre a música do Brasil e do mundo no quadro Cultura e Arte.

Confere lá:

Musicatessen no Youtube:

https://www.youtube.com/channel/UCsSMjQt-VqHbX7X7x25sMAQ

Musicatessen no Facebook:

https://www.facebook.com/Musicatessen-369789906861013/

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